Você já ouviu falar sobre os Filtros de Atenção? Você sabia que nossa mente funciona como uma espécie de funil?
Recebemos estímulos constantes e o cérebro seleciona apenas o que considera relevante para processar. O problema é que, na ansiedade ou na baixa autoestima, esse filtro pode ficar viciado, dando espaço apenas a informações que confirmam crenças negativas. É por isso que existem pessoas que podem receber dez elogios e focam apenas em uma única crítica, ignorando todo o resto.
Essa rigidez consigo mesmo e essas crenças criam pontos cegos e lacunas nas experiências da vida, muitas vezes como resultado de um padrão de evitação. É aqui que entra o questionamento socrático. Essa técnica permite expandir a visão na resolução de problemas, partindo sempre do seu ponto de vista. O foco são os pensamentos centrais sobre as dificuldades da vida, os chamados pensamentos quentes. A ideia é investigar o porquê de agirmos ou pensarmos de determinada forma sobre o mundo, explorando o que não está sendo percebido devido ao filtro da atenção.
A partir da curiosidade colaborativa, que é um processo muito necessário na Terapia Cognitivo-Comportamental, buscamos olhar o outro lado da moeda para descobrir se algo importante está faltando na nossa percepção da realidade. O objetivo não é dar respostas prontas, mas limpar o filtro para que se abram caminhos para descobrir novas perspectivas por conta própria. Afinal, não existe resposta certa ou errada; existe a resposta de cada pessoa, de cada vida.